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[Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008]





Marília Pêra fará outra montagem de "Irma Vap"


Esta é para Miguel Falabella, que dá os primeiros passos em direção de cinema com "Polaróides Urbanas" (estréia de hoje) emoldurar e pregar na parede da sala: "O estilo dele me lembra o do Woody Allen, tem um tipo de delicadeza, de graça sutilíssima".

A comparação é da atriz Marília Pêra, que vive as irmãs gêmeas Magali e Magda na adaptação da peça "Como Encher um Biquíni Selvagem", e emenda mais elogios ao diretor estreante: "Às vezes, os atores se enredam em nós, complicações que parecem insolúveis, e um colega [diretor que seja também ator] tem mais facilidade de chegar nesse ponto do que um grande encenador ou realizador de imagens. O Miguel tem essa objetividade."

Nos palcos, ela própria anda bastante requisitada para desatar os tais nós. Sua agenda de diretora neste ano é encabeçada pela remontagem de "O Mistério de Irma Vap", cuja versão original (também comandada por ela) ficou 11 anos em cartaz e fechou suas cortinas como um dos maiores sucessos da história do teatro brasileiro.

Nos papéis que couberam a Ney Latorraca e Marco Nanini, entram Cássio Scapin ("Andaime") e Marcelo Médici ("Cada Um com Seus Pobrema"). A estréia está prevista para o fim de setembro, em São Paulo.

Se alguém duvida que Pêra consiga replicar a ágil movimentação cênica (com trocas frenéticas de figurino) que celebrizou o primeiro "Irma", ela avisa: "Quando releio o texto, vejo que todos os truques de cena estão na minha cabeça. Mas como o cenógrafo, o figurinista e os tempos são outros, estou aberta a sugestões".

Palpites que poderão vir também dos atores. Scapin afirma que a tecnologia disponível hoje incrementaria uma ou outra cena, mas frisa que a essência do vaudeville de Charles Ludlam não mudou: "Como é um espetáculo de virtuosismo, tudo será feito em cima do físico. As coisas que possam surgir não terão arcabouço intelectual, serão resultado da prática [ensaios]".

Comédia no Rio

Antes do novo "Irma", Pêra dirige Reynaldo Gianecchini e Camila Morgado na comédia "Doce Deleite", de Alcione Araújo, reunião de esquetes protagonizados por personagens ligados ao teatro, como a bilheteira, a grande dama, o contra-regra e o cantor de ópera. A estréia é em maio, no Rio, com temporada paulistana a partir de setembro.

Sim, você leu certo: Camila Morgado, de "Olga" e "A Casa das Sete Mulheres", fará rir. "A Camila é engraçadíssima, tem um 'não se dar tanta importância' que é essencial a qualquer comediante. E conhece o efêmero da vida", diz Pêra.

Ainda em 2008, ela pretende orientar os ensaios de "A Condessa", que narra a formação de um triângulo amoroso entre um crítico de arte, uma bela mulher e um jovem pintor, e "A Dama da Van", sobre um escritor que abriga uma mendiga "imunda, mal-educada mas pianista exímia" no jardim de sua casa por 15 anos. Ela quer Ney Latorraca no papel da senhora malcriada.

E há também o espetáculo sobre a vida de Dercy Gonçalves que Fafy Siqueira deve estrelar. "Pedi que a [autora] Maria Adelaide Amaral botasse em cena um homem e uma mulher para serem maltratados pela Dercy. O público adora ver gente maltratada, né", diverte-se.

"Louco" do Ivaldo

Tantos compromissos como diretora não vão tornar bissextas suas aparições como atriz? "Não faço muito planejamento. É que tenho recebido muitos convites para dirigir, e é um pouco por ordem de chegada."

Boa notícia: no "guichê" de Pêra, a "senha" do coreógrafo Ivaldo Bertazzo, que a chamou para atuar em seu próximo espetáculo, está prestes a ser chamada. Ela se muda para São Paulo em junho, já que "o louco do Ivaldo" pretende estrear em agosto sua revisão histórica do musical brasileiro. "Ele é o Glauber Rocha da dança", pontifica a atriz.

Fonte: Folha online - Ilustrada

Por Daisy * 10:44 AM



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[Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008]





Líder máximo do governo de Cuba desde o processo revolucionário de 1959, Fidel Castro representou o último resquício do comunismo dentro do continente americano. Muitos afirmam que seu governo personalista não se insere nos ideários políticos de esquerda, entretanto, podemos ao menos afirmar que a trajetória desse líder político e de seu governo representou uma singular experiência na história política.

Retomando o seu processo de chegada ao poder, não podemos deixar de destacar como a ingerência norte-americana no território cubano fez de Fidel um entrave à total hegemonia política e ideológica almejada pelos Estados Unidos. Desde o processo de sua independência até o golpe de 1959, os Estados Unidos tinham Cuba como um verdadeiro quintal de sua “hegemonia”. Além de se beneficiarem com a subserviência política dos governantes locais, muitos estadunidenses tinham a ilha como um local propício para o turismo e o lazer.

Inconformado com um país onde havia desigualdade social e prosperidade da economia agro-exportadora, Fidel tentou durante toda a década de 1950 criar um grupo de revolucionários interessados em tomar o poder por meio das armas. Três anos após um exílio no México, onde conheceu Ernesto “Che” Guevara, ele formou uma nova guerrilha, Fidel retornou à ilha de Cuba disposto a executar seu plano golpista. Entrando em combate com o Exército, Fidel recuou seus homens e se dirigiu ao interior, na região da Serra Maestra.

Utilizando uma tática militar descentralizada, pequenos grupos se formaram gradativamente tomando de assalto regiões e cidades de Cuba até que, em 1959, o governo de Fugêncio Batista sucumbiu as forças revolucionárias formadas nesse período. Sem uma clara definição política perante a bipolarização ideológica do período, o novo governo cubano não tinha ainda um projeto político muito bem definido. Porém, conforme as medidas de caráter popular, como a nacionalização das empresas, a reforma agrária e a concessão de crédito a pequenos produtores, foram postas em prática e esse período de indecisão política chegava ao seu fim.

Contrários a essa política, os Estados Unidos buscaram de todas as maneiras reverter as reformas populares de Fidel. Com a impassividade do governo cubano, os EUA decidiram romper suas relações em 1961. Cuba, que dependia do mercado norte-americano, se aliou aos socialistas soviéticos. A União Soviética, dessa forma, manchou a hegemonia dos Estados Unidos no continente americano. Che Guevara, que não simpatizava com a influência soviética, se afastou do governo cubano. A partir daí, Fidel Castro consolidou um governo unipartidário e voltado à ampliação de seus poderes.

A queda do socialismo soviético, na década de 1980, provocou uma séria guinada na situação cubana. Mesmo tentando sanar as questões referentes ao abastecimento, a saúde e a educação, Fidel agora teria que remanejar uma economia desvinculada do maciço apoio soviético. Com isso, o governo cubano foi obrigado a investir no setor turístico e permitir a entrada de recursos de cubanos residentes no exterior. Nos últimos anos, acordos bilaterais com o governo da Venezuela trouxeram uma relativa superação dos problemas vividos no final do século XX.

Cercado por polêmicas e divergências a era Fidel Castro traz à tona um debate figurado pelas contradições de seu regime. Muitos apontam que a perseguição política e a miséria são os pontos que fazem de seu governo uma experiência frustrada que motivou as constantes fugas de cubanos para outros países, principalmente, para os Estados Unidos. Seus defensores, por outro lado, elogiam o posicionamento autônomo, a erradicação do analfabetismo e a excelência nos serviços de saúde como grandes triunfos da administração de Fidel.

Os sucessivos problemas de saúde de Fidel Castro o afastaram do poder causando uma verdadeira incógnita política em Cuba. Desde julho de 2006, o governo foi assumido provisoriamente por seu irmão Raul Castro. No entanto, vários analistas políticos não conseguem definir quais as possíveis mudanças na vida política de Cuba. De acordo com alguns especialistas, o governo Bush já teria em mãos um plano para dar fim à ditadura comunista do país. Sob a alegação de buscar o prevalecimento de instituições democráticas, os EUA pressionariam outras nações a exigirem uma reforma política em Cuba.

Sem dar um tom melancólico a sua saída ou incitar algum tipo de mobilização popular, Fidel declarou – depois de mais de quarenta anos de mandato – que não tem interesse em se perpetuar no poder, impedindo a chegada de outras novas lideranças políticas. Além disso, o ex-presidente cubano afirma que seu atual papel será o de um “soldado das idéias”. Mesmo não podendo dar certeza sobre o futuro político de Cuba, percebemos que o longo período de um governo focado na figura de Fidel Castro traz um grande vazio no vindouro cenário político cubano.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

Por Daisy * 10:24 AM



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[Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008]






LOS ANGELES (Reuters) - A atriz Marion Cotillard venceu o Oscar de melhor atriz pela interpretação da lendária cantora Edith Piaf em "Piaf: Um Hino ao Amor". É a primeira francesa desde 1960 a conquistar o prêmio nesta categoria.

Cotillard, indicada ao Oscar pela primeira vez, era considerada uma das favoritas. Ela é filha do ator Jean-Claude Cotillard.

A atriz de 32 anos surpreendeu o público e a crítica em seu país e fora dele com sua transformação física no filme que traça a vida turbulenta de Piaf.

A cantora francesa alcançou fama internacional após ter sido criada pela avó em um bordel, mas teve a vida atrapalhada pelo abuso de drogas e álcool.

A vitória acontece dias após Cotillard, nascida em Paris, ter conquistado o prêmio francês Cesar de melhor atriz por "La Mome", como o filme é conhecido na França. Ela também ganhou o Bafta e o Globo de Ouro por este papel.

Antes dela, Simone Signoret havia levado o Oscar de 1960 por seu papel em "Almas em Leilão". Várias outras francesas, incluindo Catherine Deneuve e Isabelle Adjani, já foram indicadas ao Oscar.

Na categoria de melhor atriz, Cotillard concorria com Julie Christie ("Longe Dela"), Ellen Page ("Juno"), Laura Linney ("A Família Savage") e Cate Blanchett ("Elizabeth: A Era de Ouro").


Marion Cotillard e Daniel Day-Lewis vencem…

na categoria melhor atriz e ator na 80ª cerimônia de entrega do Oscar, no Kodak Theatre, em Los Angeles. A francesa ganhou de forma surpreendente por sua interpretação da personagem-título de Piaf – Um Hino ao Amor. A grande favorita para o cobiçado prêmio, era a atriz Julie Christie por sua atuação em Longe Dela, que acabou não vencendo. Já no caso do ator londrino e irlandês, por ter dupla nacionalidade, Lewis faturou a estatueta pela segunda vez em sua carreira nessa categoria, uma vez que no ano de 1990, ele venceu por seu excelente trabalho no longa Meu Pé Esquerdo. Ontem, Daniel obteve tal êxito por sua atuação no filme Sangue Negro. Em uma de suas declarações ao receber o prêmio, o ator disse estar absolutamente encantado com sua segunda conquista. Outros premiados completaram a extensa lista do Oscar, como o filme Onde os Fracos Não Tem Vez, os diretores do mesmo filme Ethan Coen e Joel Coen, Juno como melhor roteiro original, Os Falsários levou o prêmio na categoria filmes estrangeiros, Javier Bardem como melhor ator coadjuvante, Tilda Swinton como melhor atriz coadjuvante e Ratatouille como melhor animação..

Fonte: Caras Online

Por Daisy * 4:58 PM



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[Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008]






A múltipla Natalia Mallo

estréia solo Cantora do Trash Pour 4 e do GatoNegro lança CD autoral pleno de simplicidade

Lauro Lisboa Garcia


Simples é a palavra-chave para qualificar o trabalho-solo de Natalia Mallo. É ela própria quem identifica. Cantora dos grupos Trash Pour 4 e GatoNegro, Natalia acaba de lançar o álbum de estréia autoral, Qualquer Lugar, em que assina parcerias com Alice Ruiz, Suely Mesquita, Paulo Leminski, Mathilda Kovak. O CD teve pré-lançamento em novembro de 2007, mas só agora saiu de fato. Ao mesmo tempo em que continua a temporada de shows no Teatro Ópera Buffa (hoje e na próxima quinta), Natalia se prepara para produzir o primeiro álbum com o GatoNegro e o terceiro do Trash Pour 4. Com o primeiro ela só canta tango. O outro começou de brincadeira a recriar clássicos do pop internacional, incluiu música brasileira no segundo CD e vai ter composições autorais no terceiro. Mas, como comprova a múltipla Natalia, ela ataca em mais do que essas três frentes: produz discos, faz trilhas sonoras para filmes e peças de teatro, compõe para outros intérpretes, como Rita Ribeiro e Adriana Caparelli.
'''O Trash Pour 4 é uma coisa meio fortuita, é divertido, aconteceu sem eu querer'''', diz Natalia. ''''Agora vamos fazer um disco mais honesto, como um reflexo de tudo o que está acontecendo com a gente.'''' Já seu trabalho-solo vem de uma longa maturação. A sonoridade acústica do grupo de tango está mais próxima do que Natalia mostra em Qualquer Lugar, e tem também em comum a melancolia como componente significativo. ''''O que faço no tango é tirar um pouco o dramatismo, embora tenha a emoção e a dinâmica própria do tango, e fazer uma interpretação mais tranqüila.''''

Nascida em Buenos Aires há 32 anos, Natália mudou-se para São Paulo em 1995 e impressiona por falar português sem nenhum sotaque. É que desde pequena teve contato com a música brasileira. Seu pai, o escritor Ernesto Mallo, sempre gostou de Maria Bethânia. ''''Mel é o disco da minha infância. Meu pai era viciado nele'''', lembra a cantora. Precoce, ela aprendeu a ler aos 3 anos e aos 8 já freqüentava conservatório, onde aprendeu teoria e composição, violão e piano complementar. Na adolescência, quando começou a se apaixonar pela música brasileira (Chico Buarque, Caetano Veloso, Djavan, Paralamas), passou a cantar esse repertório em apresentações nas peñas e participando de rodas de violão.

Quando chegou a São Paulo, deparou com o lado alternativo da música referencial da cidade, com a qual se identificou. ''''Acho que a música paulistana tem um certo hermetismo. É um pouco cerebral, mas é natural, porque é uma metrópole. O capital da cidade é a troca de informações, não é a praia, o sol, o luar'''', pondera. ''''Eu me identifiquei porque trazia isso de Buenos Aires. Acho bonito, mas reconheço que talvez fosse interessante artisticamente superar esse paradigma de alguma maneira, falar mais universalmente, não sei como.'''' Sua música tem um estranhamento que combina com isso, embora seja de uma suavidade que facilita o entendimento mais geral.

Natalia demorou a chegar ao formato definitivo de Qualquer Lugar, gravando e regravando diversas vezes suas canções. ''''No ano passado resolvi que ia fazer, rápido e pra valer. Então parti de um conceito de simplicidade e com uma economia de canais como uma maneira de me colocar limites, pra dali surgir algo interessante. Quis ser honesta e usar um mínimo de elementos para contar aquela história, sem enfeitar'''', diz. Foi econômica nos arranjos e também no número de faixas. ''''Tenho um monte de músicas, mas procurei não encher lingüiça, quis fazer um disco coeso, mostrar só as canções que estavam realmente prontas, e que tinham um resultado. Aí fui achando soluções.''''

Boa de música e letra, ela ainda tem fama de ser boa cozinheira. Vai fazer seu primeiro jantar temático e diz que pode ser até uma opção para o futuro fora da música. Por enquanto, ela disserta sobre o tema num blog de culinária de nome sugestivo: Miss Kitchen - brincadeira com a DJ Miss Kittin, claro.

Fonte: Estadão

Por Daisy * 4:37 PM



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[Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008]





Mulheres de Atenas
Chico Buarque - Augusto Boal/1976
Para a peça Mulheres de Atenas de Augusto Boal

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem, imploram
Mais duras penas
Cadenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quandos eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar violentos
Carícias plenas
Obscenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
Às suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas

Por Daisy * 7:00 PM



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[Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008]






A equipe do Cirque Du Soleil, uma das maiores e mais famosas companhias de circo do mundo, realizou, nesta quarta-feira em São Paulo, ensaio do espetáculo Alegría, que começa a ser apresentado nesta sexta-feira na capital paulista.
Na ocasião foram apresentados os quadros de Alegría, inspirado nas famílias circenses que cruzavam a Europa. O espetáculo retrata uma época em que a fantasia e a magia eram parte da rotina das pessoas.

Alegría tem nove atos: Trapeze Solo, Power Track, Handbalancing, Fire-Knife Dance, Manipulation, Flying Man, Russian Bars, Contortions e Aerial High Bar.

No espetáculo, o público pode ver desafios à lei da gravidade, performances com facas em chamas, elasticidade, equilíbrio e precisão, ao som de jazz, pop, tango e klezmer, com instrumentos acústicos e de percussão.

As apresentações de Alegría em São Paulo acontecem no Parque Villa-Lobos e vão até o dia 4 de maio.

Fonte: Terra.com.br


Por Daisy * 9:33 AM



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[Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008]






O ano é 1921. O jovem e ainda desconhecido ator Procópio Ferreira conhece, no Rio de Janeiro, a bailarina espanhola Aída Izquierdo, naquela época residente na Argentina.

De acordo com o relato da irmã, Alzira, o impetuoso Procópio confessa a sua mãe:

"- Minha mãe, estou apaixonado pela mulher mais bela do Brasil. Uma jovem de 15 anos!

- Oh! Meu filho, pobre e feio, qual moça que te quer?

- Minha mãe, a beleza foi feita para as mulheres; os homens só precisam ter inteligência e saber ganhar a vida". (1)

Procópio tem então 23 anos e quatro meses depois, em 23 de outubro, casa-se com Aída.

A instabilidade profissional e financeira marca emocionalmente o jovem Procópio.

Mas chega o ano de 1922. Em carta para um amigo ele escreve:

"Não quero mais morrer! Nasceu a primavera da minha vida. Ganhei uma filhinha de nome Abigail, a quem chamarei de Bibi. Ela vai cantar, representar e fazer muitas coisas bonitas em um palco.



Abigail Izquierdo Ferreira, Bibi, faz sua estréia teatral aos 24 dias de vida - a peça é "Manhãs de Sol", de autoria de seu padrinho, Oduvaldo Viana (pai), na época casado com a grande vedete e cantora Abigail Maia.

Entra no colo de sua madrinha, de quem herdou o nome, substituindo uma boneca que desaparecera pouco antes do início do espetáculo.

É o prenúncio de uma carreira cujo sucesso se mantém até hoje e honra o legado de seu pai.

O estreito convívio com a arte vem de seus ancestrais: o bisavô era cantor lírico, os avós eram circenses e a mãe, bailarina e cantora.

Bibi não sabe ao certo o dia em que nasceu.

Mãe aos 15 anos, Aída teve dificuldades no parto e dizia que ela nascera em 1º de junho. O pai falava que a data era 4 de junho, mas, sua certidão de nascimento traz a data de 10 de junho.

Um ano depois, Procópio separa-se de Aída, que vai trabalhar na Companhia Velasco, uma companhia de teatro de revista espanhola, onde a pequena Abigail vive até os quatro anos.

Seu primeiro idioma é o espanhol. A Companhia Velasco viaja a América Latina inteira e esta vivência desperta nela o gosto pela música - dança e canta o flamenco, participando dos desafios, prática comum entre as crianças da "troupe". A pequena Bibi, com apenas 3 anos, participa dos espetáculos da Companhia - fantasiada de pérola, "la niña de Velasco" (como fica conhecida) canta e dança zarzuelas, levando o público ao delírio.

O idioma português e o grande amor pela ópera ela aprende com o pai.

Procópio é então um ator de sucesso e Bibi, de volta ao Brasil, torna-se a atriz mirim mais festejada do Rio de Janeiro.

Nessa época, entra para o Corpo de Baile do Teatro Municipal, Rio de Janeiro, onde permanece por longo tempo, até estrear na Companhia de seu pai.

Conhece bem cedo as dificuldades inerentes à profissão: aos nove anos, é-lhe negada a matrícula, pelo Colégio Sion, em Laranjeiras, no Rio de Janeiro, por ser filha de um ator de teatro.

Bibi completa o curso secundário no Colégio Anglo Americano e aperfeiçoa os estudos de balé em Buenos Aires, Argentina, no Teatro Colón.
Fonte: Bibi-Piaf


Por Daisy * 8:38 AM



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[Quinta-feira, Janeiro 31, 2008]





LIli Marleen
Muito mais que uma canção dos soldados alemães sobre separação, despedida e a incerteza de um dia retornar, "Lili Marleen" foi tema de exposição. Tratou-se de uma homenagem ao clássico que virou mito integrante não só da cultura alemã, um sucesso que virou história.

A canção Lili Marleen, popularizada pela diva Marlene Dietrich entre os soldados aliados durante a Segunda Guerra Mundial, foi o tema de uma exposição na Casa da História Alemã (Haus der Geschichte), em Bonn. A exposição englobou mais de 300 objetos, desde discos, cartas dos soldados, cartazes de filmes e shows, mas também roupas da época.

O destaque especial foi para o uniforme usado por Marlene nos anos 1944 e 1945, nas suas apresentações aos soldados das tropas Aliadas na Alemanha e na França. Presa na roupa está a medalha conquistada pela estrela, por seus méritos na campanha antinazista e pelo moral das tropas.

Pode-se ver ainda o diário de Lale Andersen, que popularizou Lili Marleen a partir de 1939. Em 1942, por se corresponder com emigrantes judeus, os nazistas a proibiram de se apresentar em público.

Soldado escreveu a letra – Podem ser vistos também o manuscrito e a partitura original da música, ainda mais antiga do que se imagina. A letra, de Hans Leip, data de 1915. Em plena Primeira Guerra Mundial, o soldado de 21 anos rascunhou os versos num pedaço de papel, pouco antes de deixar sua caserna, em Berlim, para o front. O que o inspirou foi a despedida de um jovem soldado da namorada e de uma amiga, sob a luminária pública (Laterne). As garotas chamavam-se Betty, de apelido Lili, e Marleen.

Mas foram a música, composta por Norbert Schultze, em 1938, e a interpretação de Lale Andersen, no ano seguinte, que transformaram a canção sentimentalista em propaganda de guerra. A interpretação da diva Marlene Dietrich celebrizou a composição, traduzida para mais de 40 idiomas.

Motivação para as duas frentes – O curioso desta música é que ela foi usada pelos dois lados em conflito. Tratava-se de mais que uma simples canção sobre separação, despedida e incerteza de um dia retornar aos braços da amada. Desde 1942, a propaganda nazista não parava de tocar a música, inclusive na versão em inglês. Os britânicos revidaram com a mesma canção, na interpretação de Anne Shelton, muito popular entre os soldados.

Em abril de 1942, a guerra da propaganda com Lili Marleen chegou a um apogeu: a BBC de Londres divulgou uma paródia antinazista da canção, interpretada pela atriz alemã Lucie Mannheim, que havia fugido da Alemanha. Na estratégica batalha de Tobruk, na costa da Líbia, tanto nazistas quanto aliados ouviam a canção a partir de alto-falantes, instalados na frente de guerra. Também as tropas soviéticas aproveitaram-se do motivo, através de panfletos com apelos aos alemães para que retornassem às suas "lilis".

Entrementes a música virou figura cult e objeto de consumo. A canção já foi gravada por várias estrelas da música internacional, serviu de registro para o nome de uma rosa, de um vinho e serviu de inspiração para um filme de Rainer Werner Fassbinder, com Hanna Schygulla. A exposição aconteceu na Casa da História Alemã, em Bonn, no ano de 2002.

Por Daisy * 9:03 AM



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[Quarta-feira, Janeiro 30, 2008]





Um dos mais prestigiosos museus do mundo dedicados à arte dos retratos, o National Portrait Gallery, vai dedicar uma exposição a fotos clássicas de uma das mais famosas revistas de comportamento e estilo do mundo, a Vanity Fair.

A mostra Vanity Fair Portraits: Photographs 1913-2008, traz imagens famosas de celebridades clicadas durante o primeiro período da revista (1913-1936), ao lado de figuras famosas mais contemporâneas, que foram capa da revista depois de seu relançamento, em 1983.

Entre as celebridades que têm seus retratos na exposição estão Madonna, fotografada por Mario Testino, Hillary Swank em uma foto de Norman Jean Roy e o famoso retrato das divas de Hollywood como Sophia Loren e Kate Winslet, feito pela renomada fotógrafa Annie Leibovitz.

Ao longo dos anos, a revista publicou fotos de celebridades distintas como Albert Einstein, Charlie Chaplin, Josephine Baker e mais recentes, como Madonna, Julianne Moore, Demi Moore, entre outras que causaram críticas e chamaram a atenção do público e da mídia.

Segundo Graydon Carter, editor da Vanity Fair, "a reunião dos retratos icônicos da revista em uma única exposição é como ver a história da fotografia", afirmou.

A exposição Vanity Fair Portraits: Photographs 1913-2008 fica em cartaz na National Portrait Gallery, em Londres, de 14 de fevereiro até 23 de março. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Estadão

Por Daisy * 9:23 AM



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Tenha sempre bons pensamentos
porque os seus pensamentos se transformam em suas palavras
Tenha boas palavras
porque as suas palavras se transformam em suas ações
Tenha boas ações
porque as suas ações se transformam em seus hábitos.
Tenha bons hábitos
porque os seus hábitos se transformam em seus valores
Tenha bons valores
porque os seu valores se transformam no seu próprio destino.
Mahatma Ghandi

Por Daisy * 9:17 AM



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Índia homenageia 60º aniversário da morte de Gandhi

Para lembrar a morte do bisavô, Neelam Parikh despejou parte das cinzas do líder indiano no Mar Arábico


A Índia homenageia nesta quarta-feira, 30, o 60º aniversário da morte de Mahatma Gandhi, líder da luta pela independência do país em relação à Inglaterra. Para lembrar a morte do bisavô, assassinado em 1948, Neelam Parikh despejou nesta quarta parte das cinzas de Gandhi no mar Arábico, em Mumbai.

Cerca de 300 pessoas caminharam pelas ruas de Mumbai até a costa do Mar Arábico e ficaram observando enquanto a família de Gandhi jogava parte de suas cinzas no mar, a partir de um barco especialmente decorado para a ocasião. Ainda como parte das homenagens, pessoas colocaram pétalas de flores no memorial de Gandhi, na cidade de Nova Délhi.
Por ter comandado um movimento pacífico pela independência da Índia, Gandhi é até hoje reverenciado como líder moral do país.



Por Daisy * 9:15 AM



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[Domingo, Janeiro 27, 2008]



O melhor espaço para Orkut, Hi5, Friendster , e Myspace Recados, Imagens, Icones e Geradores.

"Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas ... É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!\\\" (Mário Quintana)

Por Daisy * 6:21 PM



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[Sábado, Janeiro 26, 2008]





Marilyn Monroe e 'd.Telma' do Ceará dialogam sobre o 'Mito'

SÃO PAULO - Numa licença poética, o curador Diógenes Moura reuniu duas exposições em uma. A primeira, Marilyn Monroe, o Mito, que já foi mostrada no Rio e chegou em meio a uma série de controvérsias (ficou apreendida na alfândega, pois a Polícia Federal não considerou as fotografias obras de arte) e agora chega a São Paulo; a segunda, Telma Saraiva - A Procura de Um Mito, reúne fotografias feitas por d. Telma Saraiva, uma senhora de 76 anos, que mora no Crato, no Ceará, e jamais saiu de sua cidade, mas teve como fonte de inspiração para criar suas fotografias as imagens de Hollywood publicadas na revista Cena Muda dos anos 40. Portanto, muito antes de Norma Jeane Mortensen se transformar em Marilyn Monroe. O que une fotógrafa e fotografada? Aparentemente nada, a não ser o fascínio do mito.

Mas, vamos por partes. Marilyn Monroe, não se pode negar, foi o grande mito, a grande musa dos anos 50 e início dos 60. Inesquecíveis seus filmes, suas caras e bocas, o cabelo loiro, seu romance com o presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy. Pobre Marilyn, na verdade fruto, ou vítima, de uma indústria midiática que dava seus primeiros (talvez segundos, ou terceiros) passos. Mas ela, impassível, vestiu o papel e se tornou o sonho de mulher daquela época. Invejável!



Abaixo da linha do Equador, numa cidade chamada Crato, Telma Saraiva sonhava com Hollywood, com as cenas de cinema, com o glamour, com o romance. Seus sonhos eram alimentados pelos filmes que via, ou pelo que lia nas revistas dedicadas ao cinema. E ela, compreendeu que a fotografia poderia satisfazer esta fantasia. Que a imagem poderia realizar todos os sonhos, e assim foi. Que a imagem poderia transformá-la em quem ela gostaria de ser.



Bert Stern, norte-americano, já era um fotógrafo afirmado quando, em 1962, resolveu fotografar Marilyn Monroe. Como? Desnudá-la e veicular a matéria pela revista Vogue. Mal sabia ele que aquelas seriam as últimas fotos dela. Passados mais de 40 anos daquela sessão, percebemos que foi uma entrega total. As melhores imagens, obviamente, não são aquelas onde ela posa a pedido do fotógrafo, mas as displicentes, quando a sessão já terminou, quando fotógrafo e fotografada se soltam e a câmera registra. Neste momento, talvez o mais importante da mostra, encontramos uma Marilyn cansada, envelhecida prematuramente, que aceita mostrar a cicatriz de uma cirurgia recente, que aceita ser registrada ao lado do fotógrafo. Um mito que se despe de seu mistério, que se coloca como ser humano, que se despede de quem a idolatrou. Um mês e meio depois, cometeria o suicídio. Pelo menos é isso que a história nos conta.



Esta exposição não interessa pela Marilyn deslumbrante que se submete como uma aluna aplicada às ordens de um fotógrafo que tenta extrair dela o que há de melhor. Isso ela sempre fez. Mas interessa justamente pelos pequenos momentos de descontração em que realmente ela se entrega, se despe, sorri com um sorriso quase infantil. Linda, frágil, humana! Essas imagens são quase um testamento, uma despedida de alguém que foi construída e usada pela mídia.



Telma Saraiva, filha e mulher de fotógrafo, começou a se interessar por fotografia e cinema na década 1940. Seu pai, fotógrafo da cidade de Crato no Ceará, a incentivava a freqüentar os cinemas da cidade. Mas a intenção não era ela se tornar atriz ou algo do gênero, mas sim aprimorar sua leitura. Mas a menina se apaixonou pela mágica do cinema, pelas imagens das divas. Colecionou revistas sobre o assunto e é na Cena Muda que ela vai encontrar o que definitivamente modificaria sua vida: a técnica de colorir fotografias. Sem hesitar, encomenda um estojo de tintas para fotografia nos Estados Unidos e inicia sua carreira de fotógrafa de estúdio. Mas não se torna uma fotógrafa convencional, afinal, como ela mesmo afirma: "Todo mundo quer ficar bonito no retrato."



Por isso, especializa-se em foto-pintura e passa a decorar as imagens para que fiquem de acordo com o gosto do freguês. Mas tirar rugas, colorir bochechas é pouco para ela. Inicia assim uma série de auto-retratos em que ela mesma se representa como as atrizes do filme que via. É assim que ela se transforma em Scarlett O’Hara, a heroína de ...E o Vento Levou, ou como uma índia Sioux, ou ainda como uma descendente de japoneses. Seu estúdio e sua casa se tornam o cenário hollywoodiano. E é nesse mundo que ela vive com sua família. Um mundo de sonho e de fantasia.



Suas imagens já puderam ser vistas numa mostra de Retrato Popular que a Pinacoteca trouxe há dois anos. A foto-pintura, aliás, era algo comum desde o século 19. Uma maneira de embelezar os retratos, aproximá-los da pintura e transformá-los em "arte". No meio de imagens de lambe-lambe, monoculistas e fotógrafos da praça, as imagens de d. Telma se sobressaem. Agora são seus retratos isolados do resto que podemos ver. Sua fantasia do que pode ser o mundo.



E foi essa fantasia que encantou outro fotógrafo, Cristiano Mascaro, que no ano passado conheceu d. Telma. Encantado com o que via, Mascaro resolveu registrar o entorno da fotógrafa, sua casa, seu mundo. E, assim, em 2007, foi para Crato conhecer de perto onde ela vivia. O resultado dessa incursão está nas 15 imagens presentes na mostra.



A casa de d. Telma também é um cenário. Aos 76 anos, ainda vaidosa, ela posa para o fotógrafo, mostra o estúdio, os lugares onde costumava ficar para fazer os retratos e conta ao fotógrafo como fazia: "Ela se maquiava, em seguida colocava frente a ela ao lado da câmera um espelho. Ele era seu guia. Só então disparava e fazia seu retrato. Tudo feito na sua casa." Muitos, ao verem suas imagens, lembram imediatamente de uma fotógrafa mais moderna, a Cindy Sherman, que também se auto-retratou como personagem de cinema. Mas d. Telma fez isso muito antes.



D. Telma conta a Cristiano Mascaro por que começou a se autofotografar: "Sou muito vaidosa!" Característica que ela carrega até hoje e que se pode perceber também em sua casa. Uma casa que foi montada e decorada da mesma maneira como seus auto-retratos, para satisfazer seus sonhos, suas fantasias.

Nisso as duas, d. Telma e Marilyn Monroe, realmente se encontram. Ambas estão atrás de uma fantasia! Cada qual, a seu modo, conseguiu realizá-la.

Marilyn Monroe - O Mito. Telma Saraiva - À Procura de Um Mito. Galeria Estação. Rua Ferreira de Araujo, 625, tel. 3813-7253. De 3.ª a dom., 11h às 19h. R$ 10. Até 23/3. Abertura 25/1, às 19h, para convidados.

Fonte: Estadão- Arte e Lazer

Por Daisy * 7:45 AM



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[Sexta-feira, Janeiro 25, 2008]





Bruna Lombardi lança filme sobre São Paulo a R$ 1 só hoje

Ambientado em São Paulo, o longa "O Signo da Cidade" estréia com ingressos promocionais: em homenagem ao aniversário da cidade, o bilhete do filme hoje custará apenas R$ 1 na capital.

Escrito e estrelado pela atriz Bruna Lombardi, com direção de Carlos Alberto Riccelli, o filme acompanha personagens que, cada um à sua maneira, se vêem sozinhos na multidão.

São jovens e velhos, confrontados em seu dia-a-dia de trabalho na cidade com novos sonhos, antigas sombras do passado, atuais desacertos amorosos e a perspectiva da morte.
O programa noturno de rádio da astróloga Teca (Lombardi) é o elo entre as histórias; o ponto para onde convergem trajetórias inicialmente paralelas.

A Teca, uma confidente a quem não podem ver, os ouvintes contam dúvidas e emoções.

"Prefiro olhar do que ser vista", diz Bruna, explicando que a origem de seu gosto pela escrita ficcional está no hábito de observar as pessoas à sua volta.

Ocorre que Bruna, 55, que começou a carreira como modelo, tornou-se um sinônimo de beleza brasileira e uma atriz de imensa fama na TV, nunca passa despercebida.

A entrevista que ela deu à Folha, no café de um cinema, na tarde de terça passada, foi interrompida seguidas vezes, por fãs que se aproximaram.

Ninguém pediu autógrafo ou uma foto ao lado dela. Todos puxavam conversa, em tom familiar. "As pessoas falam comigo como se tivessem me visto no almoço", descreve Bruna.

"Conviver com essa contradição" de preferir olhar, mas ser constantemente observada, "dá uma certa riqueza mental", diz a atriz e roteirista, num complemento à afirmação de que não carrega com ela "o estigma da beleza".

Casada há 30 anos com Riccelli, Bruna diz nunca ter apostado que ficaria tanto tempo numa mesma relação. "A imagem que eu tinha de mim mesma era a de uma pessoa sozinha, viajando pelo mundo".

No entanto, da perspectiva de Bruna, ela e Riccelli de fato não permaneceram na mesma relação, porque transformaram-se diversas vezes em pessoas diferentes do que eram.

O que mantém o casal unido, na opinião de Bruna, é essa "liberdade de permitir ao outro que ele mude constantemente, porque assim você se relaciona eternamente com o novo".

Em busca do novo, Bruna, Riccelli e o filho, Kim, mudaram-se para os Estados Unidos, quando ela era um dos nomes de ponta no elenco da TV.

"A pressão da Globo [para que ficasse] foi gigantesca", diz Bruna. O mais freqüente argumento lançado pelos que eram contrários à sua mudança sustentava que ela seria esquecida pelo público, caso se afastasse do vídeo. Não foi. Mas, se fosse esse o preço a pagar, Bruna diz que saldaria a conta.

"Sucesso e fama podem ser o resultado do seu trabalho, mas não devem ser [o alvo de] sua busca. O que eu busco é a minha expressão", afirma.

Sem TV

Há "décadas" longe da TV, ela não planeja uma volta à telinha, mas também não descarta essa possibilidade. "Não sou categórica em relação a isso, da mesma forma que nunca consegui ser categórica em nada."

No cinema, como roteirista e atriz, acha que encontrou o equilíbrio perfeito entre "esses dois conduítes" que marcam a sua personalidade, um apontando para a introspecção, outro para a exuberância.

Em "O Signo da Cidade", ela quis tratar de outra contradição que vê na sociedade moderna. Se "as pessoas são muito guiadas pela aparência", de um lado; "o outro é quase sempre invisível", porque não é olhado com genuína atenção.

"A gente vê as outras pessoas, mas nunca se pergunta sobre elas", diz Bruna. Quer dizer, ela, sim, tem o hábito de se fazer perguntas prosaicas sobre os outros. "Quando vejo as pessoas produzidas na SP Fashion Week, penso: como elas chegaram até aqui? Vieram de táxi, de carro, de ônibus? Quanto dinheiro têm no bolso?"
Ela segue tentando desvendar os signos da cidade. .
Fonte: Folha Ilustrada

Por Daisy * 12:53 PM



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[Quinta-feira, Janeiro 24, 2008]





Johnny Depp diz que ganha a vida com mentiras

O ator americano Johnny Deppbuscar, de 44 anos, disse entrevista à revista alemã "Celebrity" que "ganha a vida com mentiras". Ele contou que no início tinha vergonha ao comentar que era ator, e, se tinha que declarar a profissão em algum lugar, dizia "que era carpinteiro, ou algo assim".

O protagonista da trilogia "Piratas do Caribe" reconheceu que adora fazer papéis originais e marginais. Depp considera estes personagens "completamente normais".


"Todos estamos um pouco loucos. O que ocorre é que alguns conseguem controlar melhor que outros", afirma o ator.

O próximo filme de Johnny Depp, "Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet", estreará em fevereiro no Brasil.


Após admitir que não suporta se ver na tela e que não vê "muitos" de seus filmes, Depp comentou que gostaria de fazer uma nova versão de "Titanic".

"Ou conseguir um papel de protagonista em um filme biográfico da vida de Zsa Zsa Gabor", disse.

Fonte: Ego- Globo.com

Por Daisy * 2:59 PM



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